
Feliz Ano Novo de 2009 não só na entrada do ano como durante todo ano.

A ministra Maria de Lurdes Rodrigues recebeu na passada sexta-feira, dia 12 de Dezembro, um grupo de professores que lhe apresentaram um Manifesto pela Avaliação de Desempenho Docente. É o texto deste documento que aqui se reproduz.
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Nós, professores e educadores abaixo-assinados, queremos que prossiga o processo de avaliação do nosso desempenho, instrumento necessário para a valorização da profissão docente e contributo decisivo para a qualificação da ESCOLA PÚBLICA.
Queremos ser avaliados, porque a Avaliação é condição necessária para melhorarmos a nossa prática profissional, qualificarmos as nossas escolas e prestarmos contas às Famílias e ao País.
Temos orgulhos na nossa profissão e acreditamos no seu valor social.
Queremos ser avaliados dentro das escolas, nos seus contextos, não por quem os desconheça.
Queremos ser avaliados nas diferentes dimensões que constituem o nosso trabalho.
Queremos que a avaliação produza efeitos, premiando o mérito e permitindo identificar pontos fortes a consolidar e oportunidades de melhoria a implementar.
Queremos ser avaliados assumindo a co-responsabilização pelos resultados dos nossos alunos.
Queremos ser avaliados de forma rigorosa, séria, credível e formativa.
Reconhecemos na estrutura deste modelo de avaliação as vertentes que reputamos essenciais na Avaliação dos Professores.
Sabemos que qualquer modelo de avaliação é susceptível de críticas e de melhorias. O modelo que está em vigor não escapa à regra. A sua aplicação, defrontou-se, na maioria das escolas, com obstáculos, resistências e exigiu mais trabalho. Mas reconhecemos que o Ministério da Educação foi sensível aos problemas que lhe foram transmitidos e tomou decisões que simplificam procedimentos e retiram sobrecargas. Assim, as críticas feitas de boa fé às condições de concretização do modelo obtiveram, no essencial, acolhimento.
Afirmamos, por isso, que as escolas e os professores têm agora condições para prosseguirem com a Avaliação do Desempenho, segundo o modelo que está legalmente definido. Só a prática efectiva deste modelo de avaliação poderá conduzir à identificação de aspectos a melhorar.
A experiência adquirida este ano, embora com um modelo simplificado, irá habilitar-nos a propor alterações realistas e eficazes a introduzir já a partir de 2010.
Como educadores, sabemos bem que prestamos um serviço insubstituível aos alunos, às famílias e à comunidade. Queremos honrá-lo. Queremos estabilidade nas escolas. Não estamos disponíveis para outros interesses que não os de exercer a nossa profissão o melhor que pudermos, ensinando e aprendendo.
Queremos ser avaliados, agora, de acordo com a lei, nas nossas escolas, pelo nosso trabalho.
(fim)
Publicado no site do ME

Um homem da guerra veio.
Muito viu e não gostou.
Temeu pela sua vida, mas conseguiu voltar.
O sorriso da sua esposa encontrou.
O amor de seus familiares o abraçou.
Partiu para a guerra com um filho nascido.
Após a guerra e depois de tudo que passou, de mais dois filhos foi pai.
Da guerra trouxe pouca saúde.
Muitas vezes hás portas da morte esteve.
Mas nessa porta felizmente nunca entrou.
Ainda bem.
Um homem como este é um Herói.
O meu herói.
Esse homem é o meu PAI.
Escrevo PAI em letras grandes porque é um homem com letras maiúsculas.
Homem esse que apesar de sofrer com uma doença que a guerra lhe deu, nunca deixou de ser Homem nem o PAI que foi.
No sofrimento e na dor, um amor pelos seus e esposa sempre teve.
PAI, esse homem esse que apesar da doença o seguir, sempre cuidou dos seus filhos enquanto sua esposa trabalhava.
Acordava-nos para irmos para a escola.
Dava-nos o pequeno-almoço e depois vínhamos a casa onde o almoço nos esperava.
Ao final da tarde depois de nos dar o lanche para depois cumprirmos com nossos deveres escolares.
Com lágrimas escrevo porque desses momentos tenho saudade.
PAI, de nós sempre cuidaste, pois a guerra deixou-te marcas que te impediram de trabalhar.
Mas nunca te impediram de ser um bom PAI.
PAI, depois de tudo por que passas-te
Não sei onde amor foste buscar
Para de nós cuidar.
Depois de tudo o que viste na guerra, camaradas que contigo foram, mas
que contigo já não voltaram.
Pessoas que viste morrer nos hospitais onde passaste uma parte da tua vida.
Os sustos de sentires que te ias, mas ainda bem que ficaste.
Enfim, por tudo isso, te devo respeito por tudo.
Lembro com saudade quando íamos ao Salgueiros.
Quando vínhamos com o avó para o Marquês ou com os tios Berto ou Fredo.
Todos juntos no Estádio mas ao mesmo tempo todos longe uns dos outros.
Que saudade.
PAI és o meu ser perfeito.
As palavras amigas que falaste, fossem de forma carinhosa ou a advertir-me, todas elas serviram para o meu crescimento.
PAI, olha para dentro de ti e vê o amor de todos nós dentro de ti.
Que sempre estejamos dentro do teu coração.
Jamais poderás olhar para dentro de ti e nunca nos veres.
Uma lágrima cai, mas não é de emoção.
É de amor e querer ser como tu.
Lembranças de infância são boas quando existe um PAI como tu.
Quando o meu filho diz que sou o melhor pai do mundo, eu digo logo que lamento mas o melhor pai do mundo sou eu que o tenho.
Se conseguir ser um pouco do PAI que foste para nós, já me sentirei realizado.
PAI, nós amamos-te.
Tudo pode acontecer.
Mares, ergam-se vossas águas.
Montanhas, movam-se vossas pedras.
Montes, que vós se movam.
Arvores, andai. Nações, amem-se.
Tudo que é impossível aconteça pois apenas uma coisa realmente é impossível acontecer.
Meu amor por ti acabar.
Isso eu acredito, jamais acontecera.
Jamais.
Numa altura em que se fala tanto dos maus tratos dados ás crianças por pessoas cobardes, que se vingam em quem não se pode defender, deixo aqui esta letra de uma musica que foi feita por Dieter Bohlen para a UNICEF no ano de 1996.
Blue System-For the children
Há uma criança que morre de fome
Há uma criança que morre na guerra
E a necessidade de ajudar fica mais forte
Existe muito que não podemos ignorar
Há uma criança que vive em perigo
Há uma criança que vive na dor
Há uma criança a quem é um estranho
Elas precisam de amor, a nossa mão
Oh, algum dia vamos viver juntos
Em um mundo de harmonia
Porque nós nunca desistir dele, e nós nunca vamos perder
Vamos lá crianças, canta comigo
Para os filhos do amor
Queremos a paz neste mundo
Para os filhos do amor
Para cada menino e cada menina
Para os filhos do amor
Queremos alegria e queremos diversão
Para os filhos do amor
A liberdade só para todos
Há uma criança que perdeu seus pais
Há uma criança que perdeu os amigos
Se não há ninguém que lhes permite obter
Ah, essa história nunca termina
Ah, hoje vamos ficar juntos
E nós sabemos o nosso destino
E nunca desistir dele, e nós nunca vamos perder Vamos lá crianças, canta comigo
Acreditar no amor - a liberdade é para todos
Para as crianças do mundo
Queremos para todos.
