Marinho Pinto em Gondomar:


Marinho Pinto foi o convidado para o debate “Contextualizar a Justiça no âmbito do Ano Europeu de Combate à Pobreza e Exclusão Social”, integrado na “Semana Social”, uma iniciativa promovida pelo Pelouro de Acção Social da Câmara Municipal de Gondomar.


Defendendo que em Portugal há “duas justiças: uma para ricos e outra para pobres”, Marinho Pinto disse que “não se pode confiar num sistema que transmite esta duplicidade”.



O Bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, defendeu que em Portugal há “duas justiças: uma para ricos e outra para pobres”, frisando que “não se pode confiar” num sistema que transmite (para a sociedade) esta “duplicidade”. As afirmações foram feitas em Gondomar, durante um debate da “Semana Social”, uma iniciativa promovida pela Câmara Municipal.


Contextualizando a intervenção com a “Semana Social”, o Bastonário da Ordem dos Advogados disse, em entrevista à Agência Lusa, antes do debate, que “é preciso que as pessoas sem recursos tenham também acesso à justiça; é necessário investir no acesso ao Direito em Portugal e é necessário que o acesso ao Direito não seja o parente pobre da Justiça”.

Perante perto de duas centenas de pessoas que compareceram no anfiteatro da Associação Comercial e Industrial de Gondomar, Marinho Pinto afirmou que a corrupção “é um problema gravíssimo” no nosso país e “a mais nociva de todas é a que grassa na nossa classe política”. Marinho Pinto defendeu, também, que “tudo serve para fazer Justiça em Portugal... menos os tribunais!”, acrescentando que “os juizes recebem os poderes de Deus e não prestam contas a ninguém”.

Numa alusão directa ao processo “Apito Dourado”, o Bastonário foi curto e directo: “Valentim Loureiro foi alvo de 18.000 escutas para nada! Se me fizessem umas 10 ou 20, eu era julgado de certeza!”. Ainda sobre a questão das escutas, Marinho Pinto defendeu que tal solução “não é prova mas, antes, um meio de obtenção de prova!”.
O Bastonário da Ordem dos Advogados foi recebido com elogios pelo Presidente da Câmara de Gondomar – que o definiu como alguém “de coragem, que diz o que está mal, como é que se deve consertar e que não se cala perante as injustiças”.

Valentim Loureiro recordou, ainda, que Marinho Pinto “foi das poucas pessoas” que, publicamente, saiu em sua defesa no caso “Apito Dourado”. “O Dr. Marinho Pinto teve a coragem de dizer aquilo que se ‘via’... Que o ‘Apito’ que aquilo era um processo de ‘cacaracá’, sem fundamento!”.

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