Metro de Superfície monopoliza Assembleia Municipal.

Realizou-se, a 30 de Junho, uma Assembleia Municipal Extraordinária que tinha por objectivo central a discussão do(s) traçado(s) do Metro de superfície no Concelho de Gondomar. Valentim Loureiro, Presidente da Câmara Municipal, já havia defendido que em vez de tanta discussão e desinformação, a opção correcta seria a de trazer técnicos e administradores da empresa para, na Assembleia, apresentarem o projecto e esclarecerem todas as dúvidas.

Depois de todas as explicações, foi aprovada uma moção do PSD que, entre outros pontos, defende a continuidade da Linha de Fânzeres até S. Cosme (Largo da Feira), e ligeiras adaptações na Linha de Valbom, com a sua extensão até ao futuro Hospital-Escola da Universidade Fernando Pessoa.



A Assembleia Municipal Extraordinária de 30 de Junho fica marcada pela aprovação de uma moção do PSD sobre o sistema de Metro de superfície. Será reivindicada, junto do Ministério das Obras Públicas e da empresa “Metro do Porto”, a construção imediata do troço Campanhã-Fânzeres-Gondomar (Largo da Feira), assim como seja readaptada a Linha F (Laranja) com a modificação da Linha de Valbom (entre Pinheiro de Além e o Bairro do Monte Crasto) e a criação de uma nova estação junto às futuras instalações do Hospital-Escola da Universidade Fernando Pessoa.


“Agora, mais do que moções ou ‘emoções’, temos é que ser práticos e, numa altura que não é fácil, pedir o possível ao Governo”, explicou o Presidente da Câmara. E, nesse sentido, tal “possível” passa por “rapidez na concretização das linhas para um melhor serviço de transportes para as populações”.

O compromisso já havia sido assumido. Valentim Loureiro, Presidente da Câmara Municipal de Gondomar, considerava que todas as questões relacionadas com o traçado do Metro de superfície, localização de estações e pormenores associados só conseguiriam ser cabalmente esclarecidas com a presença de administradores e técnicos da empresa. E assim foi, no dia 30 de Junho. O Prof. Jorge Delgado (Administrador Executivo), o Eng. Vítor Silva e o Arq. Manuel Paulo Teixeira (os dois do Gabinete de Projectos), vieram à Assembleia Municipal para responder a todas as questões apresentadas. E foram muitas.

O Presidente da Câmara Municipal de Gondomar lamentou o facto da Linha de F (Laranja) “infelizmente parar em Cabanas, Fânzeres”. E, de igual forma, mostrou insatisfação por os prazos definidos para a Linha de Valbom serem tão distantes. “A altura é de crise, há cortes em quase todas as áreas, e para se conseguir concretizar trazer o Metro até Gondomar será necessária uma bem definida engenharia financeira”, frisou. Mas, acrescentou, “o Governo tem responsabilidades em relação a Gondomar, e não as pode esquecer!”. Destacando que, mesmo enquanto responsável pela empresa “Metro do Porto”, nunca influenciou (ou tentou influenciar) os técnicos para que “fosse escolhido este ou aquele traçado”, Valentim Loureiro explicou que, na sua perspectiva, “a melhor solução seria, sempre, a que mais adequadamente servisse os interesses das populações”.

Vítor Silva, Director do Gabinete de Projectos da “Metro do Porto” apresentou as principais características do traçado da Linha de Valbom, as estações, condicionantes e prazos. Depois respondeu a inúmeras dúvidas apresentadas pelos deputados municipais. Tempos de viagem, localização de estações, impacto ambiental e, principalmente, prazos de concretização.

Já depois da explanação dos representantes da “Metro do Porto”, seguir-se-ia a fase política da Assembleia Municipal. “Ser práticos e pedir o possível” foi a mensagem que Valentim Loureiro transmitiu aos deputados municipais. Não obstante, e já no final, foram apresentadas duas moções sobre a obra do Metro. Uma da CDU, outra do PSD. Votadas em alternativa, a da CDU teria apenas seis votos (CDU, BE e PS), enquanto que a do PSD conseguiria uns esclarecedores 39 votos (juntando os Independentes, PS, PSD e CDS).

1 comentário:

Anónimo disse...

Tanto se fala do bairro Monte Castro e do metro mas ninguem tem a coragem e sensatez do que realmente vai acontecer ao mesmo.A verdade é um bairro no centro da cidade com grandes obras em redor e este «a cair de podre».Sejam como o Rui Rio assumem duma vez se realmente este vai abaixo